Presidente da OAB revela pressão e resiste a advogados defensores de Lula

Claudio Lamachia, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, tenta ao máximo evitar a pressão de advogados criminalistas favoráveis à Lula.

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (#oab), Claudio Lamachia, atravessa momentos complicados a frente da maior Instituição voltada para a categoria dos advogados no país. Um dos principais fatores que motivam a iniciativa de advogados criminalistas que são favoráveis à flexibilização de casos relacionados à #Corrupção e que levaram à condenação e, consequentemente, à prisão de condenados como o ex-presidente da República [VIDEO], Luiz Inácio Lula da Silva, trata-se da possibilidade de revisão da jurisprudência relativa à possibilidade de decretação de prisão para criminosos, após o esgotamento de recursos judiciais em Tribunais de segunda instância espalhados por todo o país.
Vale lembrar que o ex-presidente Lula foi condenado em primeira e segunda instâncias, pela prática de crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, no âmbito das investigações da força-tarefa da Operação Lava Jato [VIDEO], da Polícia Federal, considerada a maior operação anticorrupção em toda a história do país e uma das maiores já desencadeadas em todo o mundo. A #Lava Jato é conduzida em primeiro grau pelo juiz Sérgio Moro, a partir da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná.

Mudança na jurisprudência e posicionamento da OAB nacional

O caso Lula, em se tratando do inquérito em que culminou sua decretação de prisão, relacionado ao Tríplex do Guarujá, é emblemático. Após a condenação em primeira instância pelo juiz Sérgio Moro, a sentença foi tema de análise por parte do Tribunal de segunda instância de Porto Alegre, que revisa as decisões de primeiro grau da Lava Jato.
O Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF4) confirmou a sentença de Moro, o que possibilitou a decretação de prisão do ex-mandatário petista.
Entretanto, vale ressaltar que o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Claudio Lamachia estaria resistindo às pressões de advogados criminalistas defensores do ex-presidente Lula, em relação a aderir à causa de mudança da jurisprudência que havia sido aprovada em 2016 no Supremo Tribunal Federal (STF), em se tratando da prisão em segunda instância.
Afinal, durante o período em que a OAB protocolou a sua ação na Suprema Corte, contra a prisão em segunda instância em 2016, não haviam figurões da política brasileira presos, como no caso do ex-presidente Lula, que está atrás das grades. Uma suposta revisão atualmente dessa jurisprudência, serviria para beneficiar a corruptos de "colarinho branco", o que não cairia bem para a Instituição que é comandada por Claudio Lamachia.
O presidente da OAB evita, de todo modo, a comentar o caso em público, porém, o mesmo se manifesta longe dos holofotes aos advogados que o procuram, que a Ordem dos Advogados do Brasil possui duas missões: a defesa da prerrogativa dos advogados e a defesa dos direitos e garantias individuais dos cidadãos. Lamachia não considera que seja adequado a utilização da OAB para a defesa de clientes dos advogados.

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